quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Amin enfrenta chuva em campanha na Capital


Candidato liderou militantes no bairro Monte Cristo
Ana Minosso | ana.minosso@diario.com.br
— Quem está com medo dessa chuva? — pergunta o candidato Esperidião Amin (PP) para o grupo de pessoas que o aguarda na Rua Joaquim Nabuco, no bairro Monte Cristo, para mais uma caminhada em busca de votos.
Em coro, mulheres, homens e crianças respondem "eu não" e saem atrás do candidato, empunhando bandeiras e cantando ritmos populares com a banda de música.
A chuva e o vento não dão trégua e, menos de uma quadra depois, todos estão ensopados. Amin, de camisa rosa, calça jeans e tênis, segue de porta em porta, cumprimenta todos que encontra, chama muitos pelo nome e dá beijinhos nas mulheres. Eram 15h de terça-feira e o compromisso se estendeu — mesmo com chuva e vento — até o final da tarde.
Para brincar com o grupo, Amin pergunta se alguém ali é eleitor de Santo Amaro ou se todos votam em Florianópolis, em alusão ao adversário Dário Berger que escolheu uma eleitora da cidade vizinha para falar bem dele e foi descoberto. A contenda ainda pode ser vista no programa eleitoral e serve de argumento para alfinetar o rival.
Acompanhado do filho, João Amin (PP), que elegeu-se vereador no último dia 5, o candidato cumpre extensa agenda com algumas obrigações mantidas em sigilo.
No final da tarde, como tem feito algumas vezes, previa uma parada no Terminal Integrado do Centro (Ticen) e aproveitaria para contar de onde vem a lenda de ser dono da empresa de ônibus Transol.
Segundo ele, quando foi prefeito a empresa Trindadense não correspondia aos serviços desejados e ele buscou alternativas para fazer concorrência. Encontrou em Lages a Transul, que se dispôs a trazer 10 ônibus para a Capital, virou Transol e derrubou a Trindadense. Por isso, diz, resolveu o problema do transporte à época, mas ficou com a fama de ser dono da nova empresa.

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